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Mais uma bem sucedida formação Intervenção Psicossocial em Crise
Quinta, 14 Setembro 2017 14:56
 formacao psi1   Esta foi a segunda edição deste tipo de formação organizada pelo gabinete Psicossocial da Cruz Vermelha Portuguesa e dinamizada pelo psicólogo Bruno Brito.

Por ter uma vertente prática acentuada, o local da formação foi o Centro Humanitário do Estuário do Tejo – pelas condições físicas que permitiram a prática de um-para-um, mas também um exercício final que envolveu de forma bastante activa os formandos.

A Rede de Estruturas Locais CVP ficou assim mais capacitada para a intervenção psicossocial em situações de excepção, nomeadamente: os Centros Humanitários do Estuário do Tejo, do Oeste Norte, de Évora, do Baixo Mondego; e as Estruturas Locais de Porto/Matosinhos, Estremoz, Elvas, Marinhas, Frazão e a própria Sede Nacional.

Capacitar a comunidade e a Rede CVP, em momentos de normalidade, para melhor intervir em fases de emergência, torna-se um objectivo significativo a cumprir – tanto para melhor proteger quem está na primeira linha do suporte e intervenção comunitária, como para que a própria sociedade civil receba apoio especializado e diferenciado nos momentos de maior vulnerabilidade.

A intervenção psicossocial em crise deve ser devidamente enquadrada em sistemas e planos de emergência, acidente grave e catástrofe. Não devem surgir iniciativas isoladas ou desassociadas de qualquer rede de apoio previamente instituídas e legitimada para esse efeito – daí a importância da CVP promover esta e outras formações no domínio da psicotraumatologia.

A terceira edição desta formação realizar-se-á em data a anunciar brevemente.

 
Incêndios florestais, actualização sobre operações
Quinta, 14 Setembro 2017 09:50
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Relatório Emergência

INCÊNDIOS FLORESTAIS

 

Actualização

17/06 - 31/08, 2017

Face ao conjunto de incêndios florestais (mais de 7.800) que se iniciou no passado dia 17 de junho de 2017, já classificado de catástrofe natural, a Cruz Vermelha Portuguesa está desde o início a cooperar com os restantes agentes de Protecção Civil em 19 fogos florestais, nomeadamente, em Pedrógão Grande/Góis, Mangualde, Setúbal, Fundão, Sertã, Tábua, Carvalhal, Mealhada, Tentúgal, Senhor da Serra/Coimbra, Semide/Coimbra, Tomar/Serra, Ferreira de Zêzere, Vila de Rei, Mação, Gavião, Fernão Joanes/Guarda, Sertã/Castelo Branco e Oleiros/Castelo Branco.

Numa primeira fase desta emergência a resposta da CVP consistiu no reforço de meios de emergência ao INEM/CODU, na localidade ou concelho afectados, colmatando a falta de meios locais na área da emergência pré-hospitalar por estes estarem empenhados no combate aos fogos.

A segunda fase foi a resposta da CVP como Agrupamento Humanitário no âmbito do SIPOS - Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro. Este apoio resultou nas seguintes principais valências:

    • Equipas de Socorro e Transporte
      • Na emergência pré-hospitalar, na evacuação primária e/ou secundária em ambulâncias de emergência;
      • Na evacuação de pessoas das aldeias, em viaturas de 9 lugares;
      • Na montagem de PMA’s – Posto Médico Avançado para a triagem e estabilização de doentes.
    • Equipas Psicossocial na identificação, triagem e prestação de primeiros socorros psicológicos às pessoas deslocadas para os centros de apoio;
    • Equipas de Apoio Logístico no levantamento, armazenamento e distribuição de alimentos, águas, roupas e máscaras à população;
    • Equipas de Apoio à Sobrevivência na montagem de zonas de descanso para apoio ao efectivo CVP e à população desalojada ou deslocada;
    • Posto Comando no comando e controlo das operações e na garantia das comunicações. 

Números das operações de emergência CVP

Mobilização

  • Mais de 55 estruturas locais envolvidas;
  • 263 viaturas: ambulâncias e carros logísticos;
  • 3 Posto Médico Avançado;
  • 2 carros para gestão mortuária + 200 sacos mortuários;
  • Mais de 840 voluntários e funcionários.

Acção

  • 185 emergências CODU;
  • 80 assistências em PMA;
  • 446 apoios psicológicos;
  • Mais de 560 evacuações das aldeias;
  • Mais de 900 apoios logísticos.

Na terceira fase da emergência, da recuperação e retorno à normalidade, a CVP continua presente no terreno, trabalhando desde o dia 26 de julho em parceria com os municípios de Pedrógão Grande e de Figueiró dos Vinhos, e também com a Coordenadora de Saúde Mental.

Neste âmbito, tem sido prestado, de forma organizada e integrada, apoio psicológico dois dias por semana a cerca de 35 pessoas. Numa lógica de proximidade, as equipas da CVP deslocam-se até junto das pessoas sinalizadas pelas autarquias, que vivem em locais mais isolados e que, por razões de mobilidade reduzida ou falta de recursos, não conseguem dirigir-se até à Unidade de Saúde Familiar.

Após os primeiros socorros psicológicos prestados durante a catástrofe, o foco agora está na psico-educação destas, ensinando-lhes as competências e as ferramentas necessárias para saberem lidar com o trauma (e com a partida dos familiares emigrantes), gerir o stress pós-traumático, reconhecer e saber o que fazer com os sintomas que normalmente advêm de uma situação deste tipo (insónias, falta de apetite, falta de empatia com as pessoas que querem ajudar e problemas com a exposição directa ao cenário queimado e cinzento).

O apoio a pessoas isoladas, sobretudo idosas e dependentes, tem sido também uma prioridade da CVP, prevendo-se instalar 100 equipamentos de Teleassistência. Este serviço funciona 24 horas por dias, 365 dias por ano e garante um pronto auxílio em situações de urgência, emergência e solidão.

Além disto está ainda prevista a prestação de cuidados primários de saúde e o apoio logístico com a distribuição de vestuário e alimentos, quando estes serviços forem necessários.

Tendo em conta as implicações e as variáveis inerentes, a Cruz Vermelha disponibilizou-se também para oferecer os seus serviços de apoio domiciliário e médico em casa.

Finalmente, no âmbito do Fundo REVITA, a CVP será a entidade parceira responsável pela Coordenação Logística de Apetrechamento de Habitações, colaborando na análise dos requerimentos apresentados, identificando e mapeando necessidades, articulando com os doadores e potenciais doadores, planeando a logística das operações de apetrechamento, e as demais tarefas que se revelem necessárias para o sucesso desta missão, em estreita colaboração com os demais operadores e instituições envolvidas.

A instituição alerta ainda para as consequências e impactos na natureza destes incêndios florestais, como a perda da biodiversidade e a erosão dos solos, que, com a chegada das chuvas, poderá provocar situações preocupantes.

Neste contexto, a Cruz Vermelha salienta a importância da prevenção, com foco na educação e sensibilização da comunidade.


Fundo de Emergência da CVP para catástrofes – angariação de donativos

Para garantir a eficácia e a rapidez da sua resposta de emergência a esta catástrofe, a CVP activou desde logo o seu Fundo de Emergência.

Este Fundo é uma reserva de recursos financeiros sem afectação especial que está disponível para financiar a resposta de emergência a catástrofes, desastres e a outras situações excepcionais, permitindo levar os recursos e a ajuda necessária, de forma rápida e eficiente, junto das pessoas que têm a sua a vida, saúde ou dignidade ameaçadas.

Da disponibilidade e da capacidade deste fundo podem depender milhares de vidas, sendo vital que este dispositivo de urgência esteja preparado de forma permanente.

Assim, e em simultâneo com a resposta de emergência CVP, apelou-se à solidariedade da sociedade em geral para o reforço do Fundo de Emergência através de donativos.

Com o contributo de particulares, empresas, associações, bancos e outras organizações, foram angariados cerca de 455 mil euros.

A Cruz Vermelha Portuguesa agradece toda a solidariedade e voluntarismo demonstrados no apoio das suas operações.

 
Pedrógão Grande instala Teleassistência Domiciliária da Cruz Vermelha para idosos
Terça, 12 Setembro 2017 09:49
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Através da Cruz Vermelha Portuguesa, o município de Pedrógão Grande está a instalar um Serviço de Teleassistência Domiciliária para a população mais idosa e isolada deste concelho.

Segundo esta autarquia "O serviço é uma resposta social que pretende assegurar melhor qualidade de vida a todos os munícipes que, independentemente da idade, vivam isolados, tenham mobilidade reduzida, passem grande parte do dia ou noite sozinhos, ou se encontrem numa situação de fragilidade social ou emocional após o incêndio de 17 de Junho de 2017".

Tendo em conta o Plano de Acção e na sequência das visitas técnicas da Cruz Vermelha, foram já entregues e instalados 13 equipamentos, prevendo-se a instalação de mais 15 até ao final deste mês.

Esta parceria tem como objectivo instalar e activar mais equipamentos, de forma gradual, devido às distâncias geográficas e porque alguma da população identificada aguarda opinião de familiares.

O acordo prevê que a equipa de apoio social e teleassistência da delegação de Coimbra da Cruz Vermelha Portuguesa, acompanhada da GNR, se desloque semanalmente às freguesias daquele concelho para visitas e instalação de equipamentos.

O Serviço de Teleassistência Domiciliária da Cruz Vermelha é um sistema de segurança que funciona 24 horas por dia/365 dias por ano. Através de uma central receptora de alarmes e mediante a situação, este serviço encaminha a solicitação para a entidade competente, seja bombeiros, INEM, PSP, Centro de Saúde ou mesmo familiares.

Para isto, basta o utilizador carregar no botão de alarme para entrar em contacto com uma operadora e, caso não consiga falar, será accionada imediatamente a rede de apoio, que é constituída por familiares, instituições ou pessoas de confiança.

O equipamento e instalação estão a ser feitos gratuitamente durante um ano, tendo para isso a Cruz Vermelha Portuguesa disponibilizado 100 aparelhos para a região.

 
I Encontro Património, Ciência e Saúde: Intervir, Conhecer, Preservar e Valorizar

Submissão de propostas de comunicações até 15 de setembro

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O grupo de Museus e Instituições de Ciência e Ciências da Saúde da área metropolitana de Lisboa promove, nos dias 8 e 9 de novembro de 2017, no Museu da Farmácia (Lisboa), o Encontro Património, Ciência e Saúde: Intervir, Conhecer, Preservar e Valorizar.

O Encontro de novembro 2017 pretende reunir comunicações que contemplem um conhecimento e entendimento atuais do património móvel e imóvel da ciência, das técnicas e das ciências da saúde, no mais alargado escopo cronológico possível, promovendo uma abordagem global e pluridisciplinar com a compreensão e discussão das principais questões levantadas por esta tipologia de património:

  • a sua história (formação, usos);
  • a sua conservação (preventiva, intervenção);
  • a sua musealização (exposição, divulgação, educação);
  • os debates éticos e ideológicos subjacentes à sua preservação e exibição.

Convida-se a comunidade científica, académica e museológica, com trabalho realizado ou em curso nesta área, para participar neste Encontro.

As propostas deverão ser estruturadas para uma comunicação de 20 minutos, contendo no máximo 300 palavras. Devem, também, ser acompanhadas por uma curta biografia do(s) autor(es) (max. 150 palavras), que deve incluir a sua afiliação e informações de contacto.

As propostas podem ser enviadas entre 24 de julho e 15 de setembro 2017 para: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Os resultados da avaliação das propostas serão comunicados em 9 de outubro, e o programa divulgado no dia 16 de outubro 2017.

Para mais informação sobre o Encontro, consulte-se: patrimoniocienciasaude.wordpress.com

 
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A Cruz Vermelha Portuguesa através do gabinete Psicossocial da Sede Nacional organizou, entre os dias 1 e 3 de Setembro, a segunda edição da formação Intervenção Psicossocial em Crise, dinamizada pelo psicólogo Bruno Brito.

Por ter uma vertente prática acentuada, o local da formação foi o Centro Humanitário do Estuário do Tejo – pelas condições físipsico1cas que permitiram a prática de um-para-um, mas também um exercício final que envolveu de forma bastante ativa os 21 formandos.

A Rede de Estruturas Locais CVP ficou mais capacitada para intervenção psicossocial em situações de excepção, nomeadamente: os Centros Humanitários do Estuário do Tejo, do Oeste Norte, de Évora, do Baixo Mondego; e as Estruturas Locais de Porto/Matosinhos, Estremoz, Elvas, Marinhas, Frazão e a própria Sede Nacional.

Capacitar a comunidade e a Rede CVP, em momentos de normalidade, para melhor intervir em fases de emergência, torna-se um objetivo significativo a cumprir – tanto para melhor proteger quem está na primeira linha do suporte e intervenção comunitária, como para que a própria sociedade civil receba apoio especializado e diferenciado nos momentos de maior vulnerabilidade.

Na prática, qualquer pessoa sujeita a uma situação de vida grave, que traga consequências na sua normalidade e da qual lhe seja especialmente difícil recuperar por si, deve ter direito a ser apoiada de forma gratuita e especializada.

A intervenção psicossocial em crise deve de ser devidamente enquadrada em sistemas e planos de emergência, acidente grave e catástrofe. Não devem surgir iniciativas isoladas ou desassociadas de qualquer rede de apoio previamente instituídas e legitimada para esse efeito – daí a importância da CVP promover esta e outras formações no domínio da psicotraumatologia.

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A terceira edição desta formação realizar-se-á em data a anunciar brevemente.

 
Dia Mundial dos Primeiros Socorros - 09 de setembro

Os primeiros socorros são gestos simples que salvam vidas e aliviam o sofrimento humano.

No dia 9 de Setembro de 2017 o Movimento Internacional da Cruz Vermelha celebra o Dia Mundial dos Primeiros Socorros, este ano dedicado aos acidentes domésticos.

Em Portugal estima-se que 40% das vítimas de acidente que dão entrada em hospitais, sofreram os acidentes em casa ou no lazer, sendo que as faixas etárias inferiores aos 5 anos de idade e superiores aos 65, são as mais afetadas.

Foi desenvolvido um jogo para toda a família testar os conhecimentos em prevenção de acidentes domésticos e de Primeiros Socorros.

Teste agora os seus conhecimentos.

 

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Notificações de Morte na CVP

No dia 15 de Setembro vai realizar-se, na Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, a 3ª edição da formação sobre “Notificações de Morte”.

A formação é dinamizada pela Mestre em Psicologia Clínica, psicoterapeuta EMDR e Formadora da International Critical Incident Stress Foundation, Ana Isabel Cambraia.

Trata-se de uma formação especializada, direcionada para psicólogos; médicos; enfermeiros; assistentes sociais; profissionais de protecção civil; operacionais de emergência e socorro; profissionais dos serviços de apoio à vítima; forças de segurança; recursos humanos empresas.

Ao longo das 7h de formação irão ser abordados temas como: os princípios fundamentais para uma notificação de morte; Morte inesperada vs esperada; Comunicação verbal e não verbal; identificar as reações comuns dos sobreviventes; caracterizar as 4 fases de uma notificação de morte (protocolos); e abordar as Considerações especiais para algumas notificações de morte, nomeadamente quando envolvem crianças, pais, idosos, desastres, suicídio, homicídio, escolas.

Na prática pretende-se que os formandos saibam organizar e fazer uma notificação de morte com humanidade, sensibilidade e de forma eficaz.

Para mais informações e para inscrição, por favor, clique aqui: http://cvppsicotraumatologia.weebly.com/notificaccedilotildees-de-morte.html

 
Movimento Internacional da Cruz Vermelha repudia o assassinato de voluntários na República Centro-Africana
Quinta, 10 Agosto 2017 14:48

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está chocado e triste com a morte violenta de seis voluntários, no início da semana, na República Centro-Africana (RCA).

O grupo participava numa reunião num centro de saúde na cidade de Gambo, no sudeste da República Centro-Africana, a 3 de agosto. As circunstâncias exactas ainda não estão claras. No entanto, os relatórios indicam que outros civis e médicos também podem ter sido mortos.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho condena fortemente este que foi o terceiro atentado este ano na RCA contra membros da Cruz Vermelha.

“Estamos chocados com a notícia da morte de nossos colegas”, disse Antoine Mbao-Bogo, presidente da Cruz Vermelha da República Centro-Africana. “Solicitamos a todas as partes que tomem medidas para poupar a população civil e respeitem os nossos voluntários que prestam ajuda humanitária”.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho está profundamente preocupado com o aumento da violência na República Centro-Africana nos últimos meses. A violência que também tem como alvos os voluntários está a impedir que a Cruz Vermelha ajude as comunidades que foram severamente afectadas pelo conflito armado.

O Movimento, mais uma vez, pede aos actores armados que respeitem e protejam médicos, ambulâncias e instalações médicas. O pessoal armado não deve entrar em instalações de saúde, e todos os grupos precisam de facilitar a evacuação dos doentes e feridos para os hospitais.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estende as suas mais sinceras condolências às famílias dos mortos no ataque de 3 de Agosto e aos seus colegas e amigos em toda a República Centro – Africana.

 
Dow Portugal doa dez mil euros para reconstrução de Pedrógão Grande
Segunda, 31 Julho 2017 10:40

A Dow Portugal vai contribuir com dez mil euros para ajudar às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande. O donativo destina-se a contribuir para a fase de recuperação pós-emergência e será dado à Cruz Vermelha Portuguesa. Com este apoio, a Dow pretende ajudar a mitigar as consequências do incêndio, contribuindo para uma recuperação material e de restabelecimento familiar e psicológico das comunidades locais afetadas.

Os dez mil euros destinam-se concretamente a ajudar a Cruz Vermelha nos trabalhos da fase de recuperação e retorno à normalidade, já em curso. Face ao levantamento das necessidades e no âmbito do plano de recuperação e prevenção do Governo e Autarquias, a Cruz Vermelha Portuguesa tem já duas equipas de apoio psicossocial a trabalhar junto das vítimas diretas e indiretas de perdas familiares e materiais. Para o apoio dos mais idosos e dependentes que vivem em áreas mais isoladas, estão a ser instalados 100 equipamentos de teleassistência. Além disto, está ainda prevista a prestação de cuidados primários de saúde e o apoio logístico, com a distribuição de vestuário e alimentos quando estes serviços forem necessários, e a disponibilização dos seus serviços de apoio domiciliário e médico em casa.

“Foi com grande pesar que sentimos os acontecimentos devastadores em Pedrógão Grande. Não conseguimos ficar alheios ao sofrimento de tantas pessoas e à devastação do meio ambiente nesta parte do país, que sentimos também como a nossa comunidade. Esperamos que esta ajuda contribua para que estas comunidades se possam restabelecer e começar a reconstruir o seu futuro”, afirma Sandra Martins, Diretora Geral da Dow Portugal.

Segundo Luís Barbosa, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, “Perante a ocorrência de catástrofes como esta, o papel da Cruz Vermelha é responder rápida e eficazmente junto das vítimas. Por essa razão, é fundamental estarmos preparados antes para podermos atuar depois. Para além disso, gostaria de salientar a importância da prevenção, com foco na educação e sensibilização da comunidade, para que se consiga reduzir ou evitar desastres futuros.”

Acerca da Dow Portugal

A Dow Portugal está presente no país há mais de 35 anos, com uma unidade produtiva em Estarreja. Nas instalações em Estarreja, produz PMDI (metil difenil isocianato), matéria-prima fundamental utilizada na produção de espumas rígidas de poliuretano e de elastómeros de poliuretano. Para mais informações, consulte www.dow.pt

 
Entrevista a Thor, aventureiro e embaixador da boa vontade da Cruz Vermelha Dinamarquesa
Sexta, 28 Julho 2017 10:04
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Em 2013, Thor tinha 34 anos quando decidiu lançar-se na maior saga da sua vida: percorrer todos os países do mundo por mar e terra, enquanto embaixador da boa vontade da Cruz Vermelha Dinamarquesa.

Na sua segunda passagem por Portugal, Thor fez-nos uma visita para contar como tem sido esta viagem.

O que o levou a iniciar este projecto?

T: Bem, é importante realçar que a minha formação académica em Transportes e Mercadorias teve grande peso na decisão quanto ao tipo de projecto que iríamos fazer. Antes de o iniciarmos eu já tinha trabalhado em mais de 54 países, sendo até um deles Portugal (em Aveiro), mas tudo começou quando um dia vi uma notícia no jornal de um jovem que tinha viajado por quase todo o mundo, com um orçamento muito reduzido. Eu, que pensava que para isso era preciso tempo e muito dinheiro, fiquei muito entusiasmado com a ideia, ainda mais quando comprovei que nunca ninguém havia visitado todos os países do mundo sem apanhar um avião.

E foi fácil tomar essa decisão?

T: Não. Ao início toda a minha família e amigos me diziam para não devia ir, que já não tinha idade para isto, que ia perder muito tempo, mas… esta era a vida pela qual sempre sonhei e já sabem como é quando estamos entusiasmados com uma ideia. Um amigo e depois outro foram sendo contagiados pela possibilidade e quando, demos conta, éramos um grupo de 4 a trabalhar arduamente no planeamento da missão. Foram 10 meses de planeamento e em Outubro de 2013 partimos para o primeiro destino.

No entanto, a viagem tem a particularidade de ajudar a chamar a atenção para o trabalho da Cruz Vermelha. Como é que começou esta relação e como é que a Cruz Vermelha vem sendo integrada neste projeto?

T: A minha colaboração com a Cruz Vermelha Dinamarquesa (CVD) já vem de muito longe. Desde muito cedo que me tornei voluntário. Formei-me como delegado de logística das equipas de respostas de emergência (apesar de nunca ter sido alocado, por ter partido nesta saga) e trabalhava num dos centros de acolhimento da CVD. Pouco tempo depois de iniciarmos o planeamento da viagem, chegámos à conclusão que toda esta experiência não podia ficar apenas para memória pessoal dos que a viveriam. Tendo conhecimento da existência de Sociedades Nacionais em quase todos os países do mundo, achámos que era intrínseco ao projeto conhecer todas as Sociedades Nacionais do Movimento, partilhar experiências e ideias, com o objectivo muito claro de mostrar que onde quer que seja, em qualquer canto do mundo, a Cruz Vermelha está “Sempre Presente” (Always Present é o lema que partilha).

E são muitas as diferenças entre as Sociedades Nacionais?

T: Sim e não. As Sociedades Nacionais e o seu trabalho são reflexo das necessidades de cada local e daí são todas diferentes. Mas indo além dos recursos disponíveis ou não, das oportunidades existentes ou não, e das diferenças culturais, é ponto comum que a Sociedade Nacional responde, sob os Princípios Fundamentais do Movimento, às necessidades locais e a vontade e motivação para fazer mais e melhor está sempre presente. Mas todos os domingos eu promovo na página do Facebook uma publicação denominada “RCSunday” onde se retrata a história de uma Sociedade Nacional e aí é possível ter uma perspectiva geral daquilo que é o Movimento.

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Qual foi o maior desafio enfrentado nesta saga?

T: O maior desafio até hoje foi sem dúvida a travessia até ao Gana. Não por uma situação específica, mas por um conjunto de condicionantes! Para vos contextualizar, eu tinha combinado encontrar-me com a minha noiva (sim, eu tenho uma noiva e também a pedi em casamento durante a saga!) no Gana para umas férias de 3 semanas. África estava sob a ameaça do surto de Ébola pelo que as entradas e saídas dos países estavam condicionadas. Quando chego à fronteira com a Costa do Marfim, não me deixam passar. Simplesmente dizem que não! Todos os documentos estavam em dia e não me deixavam passar. Portanto estava isolado, a 45 minutos de rede de telemóvel e internet e não podia tentar entrada por nenhuma outra fronteira porque não tinha mais páginas disponíveis no passaporte… Esperei uns dias na fronteira até que me foi concedida uma reunião nesse mesmo local – mesmo no meio da ponte, tipo filme da Guerra Fria – onde tive que explicar os motivos da minha estadia no país. Não me deixaram entrar, tinham receio que, com o surto de Ébola, pudesse existir alguma transmissão do vírus. Tive de fazer numerosos contactos (depois de viajar 45 minutos para conseguir rede!) para conseguir que me dessem a possibilidade de autorização! Para isso, só tinha de entregar uma declaração assinada pela comissão de controlo do Ébola, pelo Ministro da Saúde e pelo Ministro da Defesa… “Acabou-se”, pensei eu. Achei que não ia conseguir nunca encontrar-me com ela, que já me esperava no Gana, mas com a ajuda da CVD conseguimos! Entreguei os papéis, tinha um representante da CV do outro lado da fronteira à minha espera e teria que fazer um rastreio nas primeiras horas da estadia. Demorou 2 horas até que decidissem que não havia mais forma de travar a minha entrada no país.

Parece que este episódio chegou ao fim, não parece? Mas não. O fim ia acontecendo quando na primeira noite no Gana, já com a minha noiva, tive um surto de malária cerebral que me obrigou a tomar 25 comprimidos por dia, durante 12 dias. Foram as piores férias que já tivemos!!

Qual foi a experiência mais caricata numa Sociedade Nacional?

T: As SNs têm tido diferentes formas de me receber, mas acho que a mais caricata e diferente foi sem dúvida nas Ilhas Maurícias. Quando cheguei tinha uma comitiva à minha espera para uma reunião de apresentação, o que tem sido comum na maior parte dos países. O caricato foi que, depois da reunião, entregaram-me literalmente a 3 voluntários da Juventude que não me largaram a semana inteira! Dormiam no mesmo sítio que eu, comiam comigo, íamos juntos para todo o lado e, assim sim, foi o verdadeiro sentido do “Always present”!

Uma mensagem final?

T: Sim, gostava que as pessoas vissem este projecto como “inspirador”. É importante perceber que o mundo não é perfeito, como todos sabemos ou temos ideia, mas que também não é tão mau assim, pelo contrário! Tem muito mais coisas boas que más e é essencial que todos façamos por valorizar e recuperar o que realmente é importante. Gostava também que as pessoas tivessem noção do quanto a Cruz Vermelha faz por isso. Porque na verdade, já não interessa quantos países são, mas sim quantas pessoas diferentes vamos conhecendo e o que elas fazem por este mundo.

Nota: o mealheiro que carrega representa a Cruz Vermelha Dinamarquesa e é o símbolo do dia anual de angariação de fundos no país, onde todos fazem questão de participar e carregar o seu mealheiro. Todas as fotografias com este mealheiro são uma forma de estar “Sempre Presente” (Always Present”).

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Para acompanhar a saga de Thor:

Site www.onceuponasaga.dk

Facebook https://www.facebook.com/onceuponasaga/

 
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